Portelinha pega fogo: incêndio destruiu 50 barracos na comunidade na manhã deste sábado(2)

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    Suspeita-se que um bujão de gás foi a causa do incêndio que destruiu no final da manhã deste sábado(2) 50 barracos deixando centenas de desabridos.

    Mais um incêndio, mais uma comunidade que pega fogo, desta vez foi a Portelinha, que fica entre os bairros do jardim Gerivá, Parque do Engenho e, jardim das rosas no Capão Redondo, onde moram mais de 3 mil famílias, ao menos 50 barracos queimaram, cenas de pessoas desabrigadas, um bujão de gás pode ter sido a causa do incêndio que está sendo investigada pelos bombeiros, não se teve notícias de feridos, apenas algumas pessoas passaram mal com a inalação de fumaça.

    Porque os incêndios são frequentes em favelas

    Tem tudo para queimar, são barracos, em sua maioria construídos com madeiras, compensados, lonas e resto de construção e, claro, gato de luz e água, juntando tudo isso, tem que se atribuir outro fator importante outra característica das favelas-,  proximidade entre um barraco e outro, facilitando a propagação do incêndio, depois, se você pegar ainda a temperatura que neste sábado foi de 36 graus, uma mistura perfeita.

    Diferença deste incêndio para outros que tem ocorrido nas favelas de São Paulo

    A única diferença deste incêndio em relação a maioria que normalmente acontece em favelas foi o fato de que desta vez foi de dia e, foi; se confirmar a suspeitas:  um vazamento de gás de cozinha, porque normalmente os incêndios em favela começam por sobre carga na rede elétrica, vela acesas ou descuido com cortinas próximas a chama do fogão.

    O momento do fogo

    Fogo, fogo, a favela está queimando, a favela pegou fogo, então neste momento vizinhos são os primeiros a se ajudarem, buscando retirar pessoas da área em que está queimando e, outra parte pega baldes e mangueiras tentando apagar as chamas. Preocupados em perder tudo que tem, que já não é muito, moradores do entorno de onde esta queimando procuram retirar pertences, Os primeiros móveis a serem retirados são fogão, geladeira, televisão, seguidos de pequenos objetos, então a confusão está formada com pessoas gritando, uns tentando combater as chamas e outros retirando o que pode.

    Chegada dos bombeiros

    É neste momento em que os bombeiros chegam, acostumados com essas situações, os bombeiros militares, são esperados, recepcionados com agradecimentos e, muitas vezes com indignação quando a demora é inevitável, principalmente se tiver vítimas ou pelas famílias que perderam tudo, por isso a Policia Militar chega junto dos bombeiros ou até na frente para isolar o local e dar segurança a equipe do corpo de bombeiros, pois muitas vezes são ameaçados e até agredidos, não foi o caso desse incêndio nessa comunidade.

    Combate às chamas

    Após a chegada dos homens do corpo de bombeiros, identificando os focos, vem o combate às chamas, que normalmente encontra dificuldades pela geografia do local, feito por labirintos, vielas e ruas estreitas. Em alguns casos só a destruição de alguns barracos se consegue dar aos homens, como  fogo não espera, então as perdas aumentam ainda mais, atingindo pontos da favela que poderia ter ficado fora do incêndio.

    Recomeço

    Depois de feito o combate das chamas, o rescaldo do local, procurando assim debelar alguns focos que por acaso tiveram, apurar se teve vítimas, fatais ou não, vem o maior problema para as famílias atingidas: A assistência social da prefeitura, que começa a fazer o cadastramento das famílias, no sentido de oferecer apoio a elas, como abrigos, alimentação e ajuda de custo.

    A maioria prefere continuar no local, assim que o incêndio foi totalmente debelado, os bombeiros vão embora, já começa o mutirão da limpeza e a solidariedade entre os moradores no sentido de limpar a área atingida pelo fogo e cada família volta a ocupar o mesmo cantinho, limpando e, reconstruindo seu barraquinho, assim é a vida em comunidade.

    Por Daniel Dantas/Sebrajor

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